STJD reduz pena de Abel Ferreira, mas técnico do Palmeiras segue suspenso por mais quatro jogos

Abel Ferreira teve pena reduzida de oito para sete jogos pelo STJD, mas ainda precisa cumprir quatro partidas de suspensão no Palmeiras
STJD reduz pena de Abel Ferreira, mas técnico do Palmeiras segue suspenso por mais quatro jogos STJD reduz pena de Abel Ferreira, mas técnico do Palmeiras segue suspenso por mais quatro jogos
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, ainda tem jogos a cumprir por expulsões Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

Pleno do tribunal diminuiu punição de oito para sete partidas; recurso relacionado ao clássico contra o São Paulo foi negado

O técnico Abel Ferreira continuará afastado das próximas partidas do Palmeiras mesmo após conseguir uma redução parcial em sua punição. O Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) analisou o recurso apresentado pelo clube e aceitou parte dos argumentos da defesa, diminuindo a pena total de oito para sete jogos. Como o treinador português já cumpriu três partidas de suspensão, ainda restam quatro jogos de gancho.

Recurso aceito parcialmente no caso Fluminense

A maioria dos auditores do tribunal concordou em reduzir de dois para um jogo a punição referente à expulsão de Abel Ferreira na partida contra o Fluminense, pelo Brasileirão. Na ocasião, o treinador recebeu cartão vermelho direto por reclamação considerada dura e por um bate-boca com o quarto árbitro Luiz Tisne.

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Na defesa apresentada pelo Palmeiras, o clube alegou que seu comandante “não bateu palmas de forma irônica e debochada”, conforme descrito na súmula, e que ele “não foi contido por sua comissão contra possíveis vias de fato à arbitragem”. O clube também garantiu que não houve críticas direcionadas à auxiliar Fernanda Gomes Antunes. Segundo a versão palmeirense, as palmas seriam voltadas ao zagueiro Murilo pela vitória por 2 a 1.

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Punição mantida no caso São Paulo

Por outro lado, o recurso relacionado ao cartão vermelho no clássico contra o São Paulo foi negado pela maioria dos auditores, que mantiveram a pena de seis jogos por “desrespeito à equipe de arbitragem”. Nesse episódio, o STJD utilizou como prova um vídeo com dublagem de Gustavo Machado, cuja leitura labial flagrou o técnico chamando o árbitro gaúcho Anderson Daronco de “filho da p…” durante a vitória palmeirense por 1 a 0.

Vale destacar que o próprio árbitro não relatou o palavrão em sua súmula. Anderson Daronco registrou apenas que o português o chamou de “cagão” algumas vezes ao ser expulso, após receber o segundo cartão amarelo por reclamação.

Tribunal defende rigor maior contra técnicos

Durante o julgamento, o STJD manifestou o entendimento de que técnicos devem ser punidos com mais rigor quando apresentam comportamento inadequado diante da arbitragem. Participaram da sessão o presidente do tribunal, Luís Otávio Veríssimo, e os auditores Mariana Barreiras, Luiz Felipe Bulos, Marco Aurélio Choy, Antonieta da Silva e Marcelo Augusto Bellizze.

Palmeiras criticou o STJD publicamente

No sábado anterior ao julgamento do Pleno, o Palmeiras já havia se manifestado publicamente contra o tribunal, após ter seu pedido de efeito suspensivo negado. A decisão impediu a presença de Abel Ferreira no clássico contra o Corinthians.

“Nosso treinador foi punido com rigor desproporcional, em uma sessão que considerou, entre outras imprecisões, uma leitura labial sem qualquer respaldo pericial e trouxe à tona episódios pretéritos pelos quais o profissional já havia sido penalizado”, alegou o clube na ocasião.

As duas expulsões originais — contra São Paulo e Fluminense, ambas pelo Brasileirão — haviam resultado em condenações de seis e dois jogos, respectivamente, em sessões realizadas pela 2ª Comissão Disciplinar do STJD.

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