Diretor de futebol Anderson Barros classificou a decisão como arbitrária e cobrou tratamento igualitário a todos os clubes
A redução da suspensão de Abel Ferreira de oito para sete jogos não agradou o Palmeiras. O técnico português ainda ficará de fora de mais quatro partidas do Palestra, e a cúpula alviverde deixou claro seu descontentamento com a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), proferida nesta quarta-feira (15).
Anderson Barros cobra isonomia do STJD
O diretor de futebol do clube, Anderson Barros, foi enfático ao questionar a postura da entidade. Apesar de aceitar e acatar o resultado, o dirigente prometeu acompanhar de perto como o tribunal lidará com situações semelhantes envolvendo outros clubes.
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“O mais importante agora é: cobrar do STJD e das comissões a mesma postura que tiveram com o Abel. Não concordamos, achamos extremamente equivocada, arbitrária, mas esperamos que possam ter agora o mesmo tipo de postura com todos que cometerem qualquer tipo de ação contra arbitragem, entidade, contra quem quer que seja”, declarou Barros.
Dirigente considera que Abel foi usado como exemplo
Na visão do dirigente palmeirense, a figura do treinador foi instrumentalizada para promover uma mudança de comportamento no futebol brasileiro. Barros, contudo, considerou essa postura desproporcional diante do que aconteceu nas partidas em questão.
“Estão usando a figura do Abel Ferreira para uma mudança, mas importante registrar: extremamente arbitrária, até pelo fato que ocorreu no jogo, não haveria o porquê deste tipo de pena”, afirmou.
Dois julgamentos no Campeonato Brasileiro
Abel Ferreira respondeu a processos por expulsões em duas partidas do Campeonato Brasileiro: contra o Fluminense e o São Paulo. No caso do duelo com o Tricolor Carioca, a pena original de dois jogos foi reduzida para um. Já no Choque-Rei, o gancho máximo aplicado foi de seis jogos, o que resultou na suspensão total que agora chegou a sete partidas após o recurso do Verdão.
Barros defende conduta do treinador
O diretor de futebol saiu em defesa do comportamento de Abel e contextualizou as atitudes do técnico como reflexo do cenário atual do futebol nacional.
“O Abel é um profissional competente e capaz. As ações têm ocorrido em determinados jogos como questionamento da arbitragem, até porque sabemos o que estamos passando todos no momento atual do futebol. Não cabe este tipo de julgamento agora. Cabe, sim, uma arbitrariedade que ocorreu. Ok, vamos aceitar, acatar, mas não concordamos”, completou Anderson Barros.