Clube paulista recorre à Câmara Nacional de Resoluções de Disputa após tentativa frustrada de acordo com o Leão do Pici
Uma disputa financeira entre Palmeiras e Fortaleza ganhou um novo capítulo. O Alviverde decidiu acionar a Câmara Nacional de Resoluções de Disputa (CNRD) para cobrar valores que considera devidos pelo clube cearense, relacionados à transferência do zagueiro Gustavo Mancha ao Olympiacos, da Grécia. A informação foi divulgada pelo portal “Nosso Palestra”.
Origem da dívida: a venda de Gustavo Mancha ao Olympiacos
Revelado nas categorias de base do Palmeiras, o defensor Gustavo Mancha deixou o Fortaleza em agosto do ano passado com destino ao futebol grego. A negociação rendeu R$ 28,3 milhões ao Leão do Pici e garantiu ao Olympiacos a titularidade de 85% dos direitos econômicos do jogador. O clube nordestino ficou com 15% restantes.
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Na época da transferência, o Palmeiras detinha 30% dos direitos econômicos de Gustavo Mancha. Por conta dessa participação, o Alviverde tinha direito ao repasse proporcional das parcelas pagas pelo clube grego. A quantia em aberto é de 225 mil euros — aproximadamente R$ 1,4 milhão —, correspondente a uma das parcelas da venda.

Pagamento parcial e tentativa de acordo sem sucesso
O Fortaleza já realizou o pagamento da maior parte do valor devido, no montante de 825 mil euros (cerca de R$ 5 milhões), porém com um mês de atraso. O clube nordestino foi notificado formalmente no dia 2 de dezembro, o que estendeu o prazo para quitação em mais 40 dias. Mesmo após esse período adicional, o Palmeiras buscou um acordo direto para receber os valores restantes, mas não obteve retorno satisfatório por parte do Fortaleza. Diante do impasse, o caminho escolhido foi o acionamento da CNRD.
Outra pendência financeira entre os clubes
A dívida envolvendo Gustavo Mancha não é o único ponto de atrito entre as duas equipes. O Palmeiras também aguarda o recebimento da primeira parcela referente à negociação que transferiu o atacante Breno Lopes do Fortaleza para o Coritiba. Nessa operação, que totalizou R$ 15 milhões, o Alviverde possui direito a 50% do montante — o equivalente a R$ 7,5 milhões.