Técnico do Palmeiras diz não julgar caso, mas afirma que futebol precisa representar princípios para as novas gerações
Depois do 1 a 0 sofrido para o Santos, na noite de sábado (15), na Vila Belmiro, o técnico Abel Ferreira analisou a atuação do Palmeiras e também respondeu sobre o julgamento envolvendo Bruno Henrique, atacante do Flamengo.
O jogador rubro-negro foi denunciado por supostamente forçar um cartão amarelo em 2023 para beneficiar apostadores. O STJD decidiu aplicar uma multa de R$ 100 mil, sem impor suspensão.
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Situação no Brasileirão após a rodada
Ainda no sábado, Bruno Henrique marcou um dos gols na goleada por 5 a 1 sobre o Sport, em Pernambuco. Com o resultado, o Flamengo chegou a 71 pontos e reassumiu a liderança, faltando cinco rodadas para o fim do campeonato.
O Palmeiras, com a derrota, caiu para o segundo lugar, somando 68 pontos. O Cruzeiro aparece na terceira posição, com 64.
Abel evita citar jogador, mas destaca papel moral do futebol
Questionado sobre o desfecho do julgamento, Abel preferiu não mencionar o nome do atacante do Flamengo e adotou um tom de princípio e comportamento:
“Eu não sou ninguém para julgar o que se passou, essa não é a minha função. Eu só acho que o futebol tem de ser o embaixador daquilo que são os valores, daquilo que é o respeito, daquilo que é a ética, daquilo que é a educação para as gerações presentes e para as gerações futuras.”
Veja na íntegra o que Abel falou sobre o caso BH:
“Eu sou um cidadão paulistano, considero-me esse título, trabalho há cinco anos no Brasil. Foi muito bem recebido, sou muito grato ao futebol brasileiro, sou muito grato a todas as pessoas que me receberam aqui. Acho que o futebol realmente aqui está no génese das pessoas que vivem aqui no Brasil. Vocês respiram futebol, as torcidas respiram futebol. E portanto, eu acho que o futebol tem de ser o embaixador daquilo que é o exemplo para a nossa sociedade.
Já falei nisso várias vezes. Eu não sou ninguém para julgar o que se passou, essa não é a minha função. Eu só acho que o futebol tem de ser o embaixador daquilo que são os valores, daquilo que é o respeito, daquilo que é a ética, daquilo que é a educação para as gerações presentes e para as gerações futuras. Portanto, digo com toda a certeza que o futebol faz parte do vosso sangue, o futebol faz parte de nós.
Sim, somos rivais. Não, não somos inimigos. O futebol precisa de união e acho que é isso que faz realmente a magia do futebol, unir diferentes classes sociais. E não no individualismo. O futebol devia e deverá ser o embaixador daquilo que é a ética, daquilo que é o respeito, daquilo que é a competitividade, daquilo que é a rivalidade entre os dois.
Todos vocês falaram e, portanto, eu não tenho muito mais nada a dizer a não ser isto, que eu vejo e olho para o futebol como o embaixador daquilo que são os princípios, os valores, a ética, o respeito. E é para isso que eu amo o futebol. Sim, sou muito competitivo.
Sim, tenho melhorado muito naquilo que tem a ver com os meus comportamentos durante os 90 minutos. Mas não tenho nada, tenho muito pouco a dizer em relação a isso. Fui muito bem recebido aqui no Brasil e sou muito grato ao futebol brasileiro. O resto, eu acho que vocês conhecem como isto funciona melhor que eu.”